Introdução
Os disjuntores são dispositivos indispensáveis para segurança das instalações elétricas, uma vez que param sem intervenção a corrente quando ocorre uma sobrecarga ou curto-circuito, impedindo danos aos equipamentos e riscos de incêndio.
Em relação aos modelos mais utilizados estão os disjuntores monopolar, bipolar e tripolar, que são diferentes por causa da quantidade de polos e pelo tipo de circuito em que são aplicados.
Quer saber qual disjuntor usar e quando? O Tecnivora te explica de forma simples e prática!
O que é um disjuntor e qual sua função
O disjuntor é um dispositivo de proteção que impede de forma automática a passagem da corrente quando ela fica acima do nível seguro para o circuito. Isso pode ocorrer por sobrecarga, quando muitos equipamentos estão ligados ao mesmo circuito, ou por curto-circuito, sempre que fios com tensão diferente se tocam diretamente.
Ao contrário dos fusíveis, que exigem substituição após o funcionamento, o disjuntor pode ser religado logo após o problema ser resolvido, o que faz com que ele seja o dispositivo de proteção mais utilizado nas instalações elétricas modernas.
A escolha do disjuntor adequado leva em conta fatores como a corrente do circuito, a potência dos aparelhos e a configuração da rede elétrica. Para compreender melhor esse processo, veja também o artigo como dimensionar um disjuntor corretamente (passo a passo).
Disjuntor Monopolar
O disjuntor monopolar tem apenas um pólo de proteção. Isso significa que ele interrompe somente um condutor fase do circuito elétrico.
Este modelo costuma ser usado em circuitos monofásicos simples, muito comuns em casas e apartamentos. Nestes cenários, o circuito possui uma fase e um neutro, e o condutor estando protegido, ele consegue interromper o fornecimento de energia em situações de falha.
Por esse motivo, os disjuntores monopolares são bastante utilizados em circuitos de iluminação, tomadas residenciais e pequenos equipamentos elétricos. São compactos, simples de instalar em trilhos DIN e apresentam correntes nominais que vão de 2 A a 63 A, mudando com o modelo.
Mesmo que eles sejam usados em circuitos de menor potência, é fundamental escolher corretamente a corrente nominal do disjuntor para prevenir cortes de energia desnecessários ou comprometimento da instalação.
Disjuntor Monopolar
Disjuntor Bipolar
O disjuntor bipolar possui dois pólos de proteção e consegue interromper dois condutores simultaneamente. Isso significa que ele desliga ao mesmo tempo duas fases ou uma fase e o neutro do circuito.
Esse tipo de disjuntor é muito utilizado em equipamentos que operam com tensão de 220 V, onde é preciso impedir totalmente a alimentação elétrica para evitar falhas na segurança.
Os equipamentos mais comuns que utilizam esses disjuntores incluem chuveiros, torneiras elétricas, ar-condicionado e aparelhos de maior potência. Diante do fato desses equipamentos consumirem mais energia, o circuito necessita de uma proteção que opere diante dos condutores energizados.
Quando se trata de chuveiros elétricos, a escolha da corrente do disjuntor depende da potência do aparelho e da tensão da rede elétrica. Esse cálculo compromete diretamente a segurança da instalação e o funcionamento correto do aparelho. Veja nosso artigo explicando de forma mais detalhada esse assunto:" Qual disjuntor usar para chuveiro 220V ".
Disjuntor Bipolar
Disjuntor Tripolar
O disjuntor tripolar possui três pólos e é utilizado em sistemas elétricos trifásicos, onde existem três condutores diferentes.
Esse tipo de sistema é muito comum em locais de indústrias e comércios, especialmente em aparelhos que exigem maior potência. O disjuntor tripolar funciona bloqueando de forma simultânea as três fases do circuito quando acontece uma falha elétrica.
Os equipamentos mais frequentes incluem motores trifásicos, máquinas industriais, painéis de automação e sistemas de distribuição de energia.
Durante a partida, motores elétricos podem sofrer picos de corrente, o que necessita de um dimensionamento correto tanto da proteção quanto da potência do equipamento. Para entender melhor, veja também o artigo:" Como calcular a potência elétrica de um aparelho ".
Disjuntor Tripolar
Comparando disjuntores: monopolar, bipolar e tripolar
Cada tipo de disjuntor é projetado para um sistema específico, mesmo que todos sirvam para proteger o circuito elétrico. A principal diferença está na quantidade de polos que o dispositivo protege.
Essa diferença é primordial para garantir a proteção do sistema de dimensionamento e evitar falhas nos equipamentos!
Disjuntores - Monopolar, Bipolar e Tripolar
Curvas de disparo dos disjuntores
Além do número de pólos, a curva de disparo do disjuntor define em qual corrente ele será acionado.
As principais curvas são B, C e D.
A curva B opera quando a corrente chega entre 3 e 5 vezes o valor nominal. Ideal para circuitos resistivos, como iluminação e tomadas.
A curva C atua entre 5 e 10 vezes a corrente nominal e é bastante utilizada em instalações residenciais e comerciais, visto que suporta correntes de partida moderadas de aparelhos como bombas e ar-condicionado.
Já a curva D aguenta picos entre 10 e 20 vezes a corrente nominal e é indicada para equipamentos que demonstram correntes de partida muito alta, como motores industriais e transformadores.
Problemas comuns com disjuntores
Um dos problemas mais frequentes em instalações elétricas é quando o disjuntor começa a desarmar regularmente. Esse comportamento geralmente deixa evidente que existe algum problema no circuito.
Os fatores mais comuns são:
- Equipamento defeituoso
- curto-circuito
- sobrecarga no circuito
- cabos subdimensionados
- disjuntor com corrente inadequada
Se o disjuntor desarma constantemente, verifique a causa antes de tentar religá-lo. Para saber mais sobre este problema e suas soluções, veja também o artigo "Disjuntor desarmando sozinho: o que pode ser?.
Conclusão
Os disjuntores monopolar, bipolar e tripolar são imprescindíveis para a proteção das instalações elétricas. Feitos para circuitos específicos, os disjuntores asseguram a interrupção segura da corrente em caso de problemas.
Escolher o disjuntor correto, considerando tensão da rede, corrente do circuito e potência dos equipamentos, é fundamental para garantir segurança e funcionamento adequado da instalação.


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